Uma voz que será sempre viva e ativa, pelo meu Marco!

Quando no 25 de abril lancei este espaço, assumi que seria um espaço para dar voz a projetos e pessoas que acredito serem exemplo para todos. Mas também um espaço onde a minha própria voz possa chegar mais além. Não pela presunção que tenha tudo para acrescentar, mas em consciência de que falar de causas necessárias nos tempos que correm possam ser debatidas. Causas comuns, causas que precisam, ainda, de ser defendidas, sem medos. E sendo mulher, sei bem as causas que não posso largar. Os direitos que não posso deixar perder, para mim e para todos.

Não julguem que atirando que sou feminista me estão a ofender, pelo contrário, estarei orgulhosa de o ouvir, porque antes feminista do que fascista. Ser feminista é ser igual por todos, homens e mulheres.

E hoje não trago a este espaço uma entrevista, mas uma declaração de interesse e para os mais distraídos uma explicação sobre onde começa e termina a minha ligação à imprensa e à comunicação, que tem uma aplicação muito mais ampla.

E a política sempre foi uma área de preocupação na minha vida. Começou pela minha área de formação. Desde pequena que sabia que a comunicação e o jornalismo fariam parte da minha vida. Não escolhi sequer outro curso superior. Sabia, profundamente, que a comunicação era o meu caminho.

Lutei desde a formação pela área da comunicação social onde estive 11 anos a criar conteúdos, contar histórias de pessoas reais. Por opção e obrigação deontológica nunca pedi a carteira profissional de jornalista. O que fazia era incompatível com as regras do bom jornalismo. A isenção necessária que não a podia ter, uma vez que criava conteúdos pagos.

Pode parecer confuso, mas o jornalismo é, para mim, soberano, e por isso jamais aceitava ter carteira colidindo com o código deontológico. Sei e sabemos todos que há quem o faça, mas eu nunca o quis fazer.

Mas surge uma dificuldade em catalogar o profissional, pelo menos na vida quotidiana. É, naturalmente, mais fácil intitularem-me de jornalista, um orgulho, ponto assente. Mas não o podia ser e nunca puxei a categoria a mim, sempre assinei os conteúdos como produtora de conteúdos. Que de resto, é das minhas maiores paixões: contar historias, criar conteúdo com mensagens que façam a diferença na vida das pessoas. Foi esse o meu caminho na imprensa.

Saí, dei o salto para o lado da comunicação. E é um lado imenso. Tanto para explorar, para contar, para levar a mensagem necessária. 

É aqui que sei que sou feliz. E não há direito maior na vida senão este. O propósito. É este o meu. Pelo menos um dos que mais me preenche e me permite fazer por mim e pelos outros. Desengane-se quem acha que a comunicação não muda a vida dos outros. Muda. Faz toda a diferença. E eu estou aqui para o fazer. Não é só pela minha satisfação profissional, é pelo tanto que posso fazer pelo outro.

E nada mais direto para fazer pelo outro se não a causa pública. A política. A que se ama e se odeia, a que mexe com as emoções, mas acima de tudo com a vida do outro. E é aí, convicta dos meus valores e ideais, que me junto a uma equipa de provas dadas de fazer pelo outro, pela comunidade.

O projeto político do Nelson Toni Coelho e da Cristina Vieira fizeram-me aceitar o convite e juntar-me a uma equipa com provas dadas, com trabalho feito. Junto-me para acrescentar. É esse o meu compromisso.

Por isso, é natural que vejam neste espaço a minha opinião pública, a minha contribuição para a minha terra, para os nossos, para um concelho melhor.

Em Santo Isidoro e Livração Construímos o Presente, Garantimos o Futuro. No Marco de Canaveses Continuamos Juntos ✊🏻


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