O Município de Lousada tem vindo a destacar-se na região do Tâmega e Sousa nas mais diversas áreas e muito em resultado das políticas implementadas nos mandatos do Presidente Pedro Machado, que está a terminar.
Nestes últimos anos, foram entrando caras novas no executivo e Nelson Oliveira foi uma das personalidades de destaque. É, agora, candidato à Câmara Municipal de Lousada, nas Autárquicas 2025, pelo Partido Socialista, tornando-se o candidato de continuidade de Pedro Machado. Mas o trabalho deste jovem lousadense tem mais anos junto da comunidade do que aqueles que desenvolveu em política.
Natural do centro da vila, cresceu fazendo parte de várias associações locais, desportivas e culturais. E essa ligação ao associativismo deu-lhe uma proximidade com a comunidade capaz de reconhecer as necessidades em áreas estratégicas. Em 2019 toma posse como Vereador e essa sensibilidade para as causas reais dos lousadenses fazem dele um autarca próximo.
A juventude foi uma prioridade, também pela idade que tem e que o aproxima das necessidades reais dos jovens, percebeu rapidamente que era a escutar os mais novos que podiam surgir boas ideias para colmatar algumas falhas ou inexistências no concelho. Nelson Oliveira confessa que “a juventude é talvez a minha maior paixão e o que me move na política”.
E foi através do Orçamento Participativo Jovem, que o Festival da Juventude ganhou uma outra dinâmica sendo hoje uma referência dos festivais de verão, totalmente gratuito. Hoje conhecido como Festival Vila e que regressa ao Parque Urbano Dr. Mario Fonseca nos dias 27, 28 e 29 de junho.
A Casa da Juventude ganha vida no local do Vila e nasce, assim, um espaço dedicado à cultura, aos jovens e a todos que vejam nesse espaço um local de criação cultural e empresarial. E são muitos os jovens de Lousada, da região e até mesmo do país vizinho que procuram este espaço para ensaiar, fazer apresentações, empreendedores que começam o seu percurso na Casa da Juventude.
Da sua formação, a Psicologia, Nelson Oliveira tem uma ferramenta importante para a área social, aquela que admite ser “a área em que todos os políticos com responsabilidade deviam passar. É aí que se conhece a realidade da comunidade”.
Desde que tomou posse, já ultrapassou desafios difíceis, nomeadamente, a pandemia da COVID 19 em 2020, com decisões a serem tomadas com rapidez e com muita responsabilidade. Em Portugal, o foco começou em Lousada/Felgueiras e como assume “para o bem e para o mal, o exemplo saía daqui, fomos os primeiros a dar de caras com uma realidade desconhecida, e as decisões tinham de ser tomadas. A área social acolheu todas as questões: saúde, trabalho, paragem total da sociedade que teve impactos em todos, e não havia tempo para estudar as decisões, senão assumir e executar”, relembra uma das fases mais desafiadoras.
A partir daí, também muito por consequência e mudanças na sociedade, outros desafios surgiram e o problema da habitação não deixou Lousada de fora. Os preços elevados nas cidades mais urbanas trazem mais procura aos municípios limítrofes e Lousada tem sido atrativa para viver e fixar, o que leva a uma maior procura e também ao aumento de preços das casas.
Esse não é fenómeno local, mas existe e o Município está atento e a tratar de contribuir para a resolução do problema. A Habitação Acessível é a aposta que Nelson Oliveira explica não ser uma habitação de âmbito social, no sentido de apoio às famílias mais carênciadas, mas um apoio mais alargado a jovens e famílias que embora tenham os seus rendimentos estáveis não conseguem acompanhar os preços altos da habitação.
O concelho vai ter vários pólos desta construção controlada e mais acessível para as famílias, uma solução que não resolvendo na totalidade o problema da falta de habitação, ajuda a colmatar num período mais imediato.
Nelson Oliveira acredita que podia haver maior aceleração por parte das entidades públicas nesta questão, no entanto, percebe que as burocracias estão a travar um crescimento necessário e assume que é aí que os sucessivos governos têm falhado na habitação.
Na segunda parte da entrevista, Nelson Oliveira aborda o tema da saúde primária, a mobilidade e a presença das mulheres na política.

