Era o que faltava tentarem calar-me quando falo De Viva Voz

A semana começou com muita agitação para os democratas e de forma feliz. Os portugueses mostraram com mais de 3 milhões de votos que a Democracia está segura e a estrela Benito António Martinez Ocasio mostrou ao mundo que é enfrentando os grandes (ou os que se acham) que se faz a diferença. E eu não podia estar mais de acordo e em linha com ele. À minha escala, na minha vida, o confronto teve de ser feito nos últimos meses. 

Houve tentativas de silenciamento, houve “conselhos de amigo” (se fossem bons eram vendidos, não eram dados) para não expressar publicamente a minha opinião política, houve intimidação, foi um fartote. Mas a justiça essa ainda está do meu lado, do lado de quem trabalha de forma honesta, do lado da razão, da verdade. E, enquanto o novo pacote laboral, nas propostas conhecidas, não entrar em vigor, todos podem estar mais descansados e protegidos. Se se permitir que ele avance como está, não terão a minha “sorte”, porque não terão forma de se defender senão em tribunal. 

E se há coisa que intimida é o caminho para a justiça. O tempo que demora, o dinheiro que se gasta e a espera pela decisão. E mais, nem todos terão a possibilidade de esperar para viver.

É um assunto delicado, mas necessário para se falar, para se debater e acima de tudo para se lutar. Não podemos permitir que se facilitem despedimentos sem direito a defesa, se o fizermos estamos a matar os direitos adquiridos de cada um de nós, os trabalhadores. 

E é, por isso, que é urgente que todos tenhamos consciência que a política não é para os outros, a política somos nós, todos os dias. A política mexe em tudo o que temos e fazemos e podemos viver. “A política se não for para melhorar a vida das pessoas, a política não serve para nada” – António José Seguro – Presidente da República eleito.

É urgente estar atento ao que nos querem tirar de direitos e liberdades. Não, não preciso que me expliquem os meus deveres e obrigações, sei todas elas e cumpro-as. E, também, por isso, o medo não me assistiu. Tal como o Benito que foi maltratado, diminuído por quem acha que manda em tudo e todos. Ele foi lá e mostrou que o talento dele tem mais poder que o ódio. Ele usou a arma mais poderosa, o amor, e uniu o continente americano e o mundo em 13 minutos que ficarão para a história. Ele acreditou nele, sempre, e foi lá e fez acontecer.

Aqui, no meu metro quadrado, faço o mesmo. Não me deixo intimidar, não deixo de me posicionar e cada vez mais o farei. Por aqui, no De Viva Voz, que tem estado parado, e em todas as (plata)formas que possa lutar por um mundo mais justo. O meu mundo, no metro quadrado que me pertence, e já farei a diferença. 

Não foi por falta de conteúdo que este espaço parou, foi o tempo necessário para me reorganizar. E parar também é avançar. E a partir de agora haverá mais conteúdo, mais sentido no que trago para este espaço, mais propósito.

Vou trazer temas que me inspiram, que me intrigam e que considero relevante para os tempos que correm. E os tempos são cinzentos tal como o tempo lá fora. 

No entanto, há vontade de trazer cor. Cor para a vida que se faz com política. Esperem debate, esperem testemunhos reais de vidas que só são fáceis porque não é a nossa. 

“Seguimos, aqui” – Benito ✊🏻